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KREMLIN usa extensao no Chrome e Edge para roubar tokens no Brasil

KREMLIN usa extensao no Chrome e Edge para roubar tokens no Brasil
Malware

KREMLIN usa extensão no Chrome e Edge para roubar tokens

Campanha brasileira imita bancos e instala extensões maliciosas para capturar acessos.

KREMLIN usa extensao no Chrome e Edge para roubar tokens no Brasil

Resumo rapido

A Elastic Security Labs detalhou uma operação brasileira de malware bancário batizada de KREMLIN e monitorada como REF9334. A campanha está ativa desde pelo menos maio de 2025 e usa iscas que se passam por cerca de uma dúzia de bancos brasileiros. O objetivo final é instalar extensões maliciosas no Google Chrome e no Microsoft Edge para roubar credenciais, tokens de sessão e dados sensíveis.

Neste artigo voce vai aprender:

  • O que é o KREMLIN e por que ele preocupa usuários no Brasil.
  • Como arquivos falsos iniciam a infecção no computador da vítima.
  • Por que Google Chrome e Microsoft Edge são alvos centrais da operação.
  • Quais sinais podem indicar tentativa de golpe ou extensão suspeita.
  • Quais medidas práticas reduzem o risco para pessoas e empresas.

O que é o KREMLIN

KREMLIN é o nome dado ao conjunto de ferramentas empregado em uma operação brasileira de malware bancário que não havia sido documentada publicamente até o relatório da Elastic Security Labs. O grupo responsável é rastreado como REF9334 e atua desde pelo menos maio de 2025. O foco é o usuário brasileiro que acessa o banco pelo computador.

As iscas imitam bancos do país, documentos de cobrança, faturas e comunicações empresariais. A vítima é convencida a abrir manualmente um arquivo JavaScript e, a partir desse clique, o ataque instala componentes adicionais e coloca uma extensão maliciosa no Google Chrome ou no Microsoft Edge.

Como o golpe funciona

O ataque se desenrola em etapas. A primeira é a execução do arquivo que finge ser um documento bancário ou uma fatura, o que dispara uma sequência de carregadores em JavaScript. Antes de seguir adiante, o malware checa se está sendo observado em máquina virtual ou sandbox de análise.

Confirmado o ambiente real, ele cria persistência por tarefa agendada para voltar a rodar mesmo depois de reinicializações. Em seguida, consulta contratos inteligentes na rede Ethereum para descobrir onde estão os próximos arquivos da cadeia. A blockchain cumpre aqui o papel de uma lista de endereços que os criminosos podem atualizar sem perder o controle das máquinas já infectadas.

Entre os componentes citados no relatório estão um instalador de extensão de navegador e um injetor .NET. O grupo também abusa do executável legítimo SentinelMemoryScanner.exe, associado à SentinelOne, para carregar código malicioso pela técnica de sideloading.

Sinais de alerta

Usuários e equipes de TI devem tratar com desconfiança os comportamentos que se encaixam nessa campanha. Quanto mais cedo o padrão é reconhecido, menor a chance de a extensão chegar ao navegador:

  • Supostos documentos de banco, fatura ou empresa que exigem execução manual de um arquivo.
  • Instalação inesperada de extensão no Google Chrome ou no Microsoft Edge.
  • Extensões desconhecidas com permissão para ler páginas bancárias ou dados de navegação.
  • Tarefas agendadas novas e sem explicação em estações de trabalho.
  • Mensagens que usam nomes de bancos brasileiros e pressionam o usuário a agir rápido.

O agravante está no roubo de tokens de sessão: se a sessão da vítima já está autenticada, o acesso indevido deixa de depender apenas da senha.

Como se proteger

A regra básica é não executar arquivos que chegam por link, anexo ou mensagem simulando bancos, faturas e cobranças. Na dúvida, acesse a instituição digitando o endereço oficial no navegador ou pelo aplicativo já instalado, ignorando por completo o material recebido.

  • Revise as extensões instaladas no Google Chrome e no Microsoft Edge e remova tudo que não for reconhecido.
  • Em empresas, restrinja a instalação de extensões e mantenha uma lista aprovada.
  • Monitore tarefas agendadas criadas recentemente nos computadores dos usuários.
  • Oriente colaboradores sobre arquivos JavaScript disfarçados de documentos.
  • Investigue qualquer alerta de roubo de credenciais, sessão ativa ou acesso bancário incomum.

Checklist prático

  1. Verifique hoje as extensões instaladas no Google Chrome e no Microsoft Edge.
  2. Bloqueie a execução de arquivos suspeitos recebidos como fatura, boleto ou documento bancário.
  3. Revise tarefas agendadas e acessos bancários incomuns em máquinas corporativas.

Perguntas frequentes

O KREMLIN afeta quais navegadores?

O relatório aponta a instalação de extensão maliciosa no Google Chrome e no Microsoft Edge, ambos baseados no Chromium.

O ataque começa sozinho?

Não. Pelas informações disponíveis, a infecção depende de a vítima executar manualmente um arquivo disfarçado de documento bancário, fatura ou comunicação empresarial.

Por que roubar token de sessão é grave?

Porque o token pode corresponder a uma sessão já autenticada. Em alguns casos, isso reduz a dependência da senha para manter o acesso indevido.

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Fontes:
https://thehackernews.com/2026/09/kremlin-banking-malware-hijacks-chrome.html

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