BREEZE COMET mira Pix e STR no Brasil
Grupo usa IA generativa para acelerar ataques contra instituições financeiras e fintechs brasileiras.
Resumo rapido
O BREEZE COMET, antes rastreado como UNC5669, foi associado a ataques contra instituições financeiras, varejistas e fintechs no Brasil. A campanha mira Pix, STR, APIs e softwares bancários para viabilizar transferências fraudulentas. O grupo recorre a IA generativa para ganhar velocidade em reconhecimento, validação de credenciais e exfiltração.
Neste artigo voce vai aprender:
- Quem é o BREEZE COMET e por que ele preocupa o setor financeiro brasileiro.
- Como a IA generativa encurta as etapas de um ataque.
- Quais alvos aparecem na campanha: Pix, STR, APIs e credenciais transacionais.
- Quais sinais internos merecem atenção imediata.
- Que medidas práticas reduzem o risco de fraude.
Quem é o BREEZE COMET
O BREEZE COMET, anteriormente monitorado como UNC5669 pela Mandiant/Google Threat Intelligence, aparece em relatórios recentes como um grupo dedicado a comprometer instituições financeiras, varejistas e fintechs brasileiras. O objetivo vai além do roubo de dados. A campanha busca manipular softwares bancários, APIs e ambientes ligados ao Pix e ao STR para executar transferências fraudulentas em nome das próprias vítimas.
O assunto deve continuar quente nos próximos 10 a 15 dias. Os relatos mais recentes, do início de setembro, descrevem campanhas em andamento e citam o uso de infraestrutura de prefeituras como ponto de apoio. Some a isso o momento em que instituições reforçam defesas após prazo regulatório e o cenário fica ainda mais sensível para quem opera pagamentos.
Do currículo falso ao acesso remoto
A isca preferida do grupo é um currículo. Um e-mail chega com anexo ou link, alguém do RH abre acreditando estar avaliando um candidato e a máquina recebe um programa de acesso remoto, os chamados RATs. A partir daí o invasor circula pela rede, mapeia integrações e procura credenciais transacionais, que são o verdadeiro prêmio da operação.
A IA generativa entra como acelerador dessa cadeia. Modelos de linguagem como o Claude e o GPT ajudam a escrever scripts de reconhecimento, testar credenciais em lote e organizar a retirada de informações. O efeito prático é o encurtamento do tempo entre a invasão inicial e a fraude consumada, uma janela que times de resposta costumavam medir em dias e agora precisam medir em horas.
Sinais de alerta
Equipes de segurança, tecnologia e operações financeiras devem observar mudanças incomuns no ambiente, com atenção redobrada quando envolvem Pix, STR e APIs bancárias. A maioria desses indícios é discreta e passa batido em painéis genéricos.
- Recebimento incomum de currículos com links ou anexos por áreas que não conduzem seleção.
- Acessos fora do padrão a ambientes de pagamento, APIs ou sistemas transacionais.
- Uso de credenciais transacionais em horários ou origens incomuns.
- Máquinas internas tentando se comunicar com endereços sem relação com a operação.
- Transferências ou tentativas de alteração em fluxos Pix/STR sem justificativa operacional.
O que fazer agora
A resposta precisa combinar prevenção, monitoramento e contenção. Comece tratando credenciais transacionais como ativo crítico: revise quem tem acesso, corte permissões herdadas de funções antigas e exija autenticação forte em qualquer ponto que permita movimentação financeira. Esse único passo elimina boa parte do caminho fácil do atacante.
O segundo movimento é segmentar. Ambientes de pagamento não deveriam conviver na mesma rede do escritório, e mensagens com currículos merecem validação adicional antes de chegar ao usuário final. Instituições do porte de Itau e Nubank operam com essa separação por padrão, mas fintechs em crescimento acelerado costumam deixar a lacuna aberta enquanto priorizam produto.
- Reforce filtros contra phishing de currículos.
- Monitore Pix, STR e APIs com alertas para comportamento fora do padrão.
- Revise integrações bancárias e chaves de API.
- Prepare um plano de isolamento rápido para sistemas de pagamento.
Checklist prático
- Mapeie todos os acessos a Pix, STR, APIs bancárias e credenciais transacionais.
- Crie alertas para login incomum, tentativa de validação em massa e transferência fora do padrão.
- Oriente RH, financeiro e atendimento sobre phishing com currículos, links e anexos.
Perguntas frequentes
O BREEZE COMET ataca apenas bancos?
Não. Instituições financeiras, varejistas e fintechs brasileiras aparecem como alvos, principalmente quando mantêm integração com pagamentos, Pix, STR ou APIs bancárias. Quanto mais próxima a empresa estiver do fluxo transacional, maior a atratividade.
O uso de IA torna o ataque automático?
Não necessariamente. A IA generativa funciona como acelerador de tarefas como criação de scripts, reconhecimento de sistemas, validação de credenciais e organização de dados. O risco real está na redução do tempo entre a invasão e a fraude.
Qual área deve agir primeiro?
Segurança da informação, tecnologia, prevenção a fraudes, operações financeiras e RH precisam atuar juntos. A campanha mistura phishing, acesso remoto, credenciais e sistemas de pagamento, então uma resposta isolada deixa flancos abertos.
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Fontes:
Pauta fornecida: Valor Econômico (01/09/2026), Dark Reading, Cyberpress, Unit 42/Google GTIG.
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